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Uma cena de causar repulsa. Um vídeo mostra uma travesti em Teresina sendo presa por um morador,  amarrada aos pés e espancada por dois populares em um porta-mala de um veículo.



Segundo apurou o Cidadeverde.com, a travesti foi flagrada furtando e foi presa pelos populares. 

No primeiro momento, o vídeo mostra a travesti com dificuldade de caminhar, devido os pés estarem amarrados e sendo apresentada a dois guardas municipais fardados. Na presença dos policiais e presenciado por várias pessoas, ela é deitada no chão. 

Em outro momento, ela já aparece em um porta-mala de um carro e sendo espancada com pedaço de madeira e tapas por dois homens. Na gravação, dá para ouvir uma pessoa dizer: “Ei, Gabriel não bata não”. Ele não obedece e continua o espancamento. Ela chora, grita e os agressores falam: “fala a boca”. 

A Guarda Municipal se posicionou através de nota: 

A Guarda Civil Municipal de Teresina (GCM) esclarece que atendeu a uma ocorrência no residencial Parque Brasil III, zona Norte de Teresina, nesta segunda-feira (19). Ao chegar ao local, a equipe encontrou com uma travesti amarrada, suspeita de furtar apartamentos na região. Após ouvir os envolvidos, os membros da corporação que acompanhavam a ocorrência orientaram que o suposto agressor a desamarrasse.

Na sequência, a suspeita foi algemada e, juntamente, com o suposto agressor, foram conduzidos à Central de Flagrantes de Teresina para apuração do caso. Sobre um vídeo em que a travesti aparece sendo espancada no porta-malas de um carro, a GCM não presenciou o fato, uma vez que chegou ao local posteriormente.

Em hipótese alguma, a Guarda Civil Municipal de Teresina defende que seja feita Justiça com as próprias mãos. Por fim, o comando da GCM vai avaliar se houve falhas no procedimento.

A Antra (Associação Nacional dos Travesti e Transexuais) repudiou os ataques e classificou como ação de “tortura, violência e transfobia”. 

A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), por meio da Gerência de Direitos Humanos (GDH), disse que tomou ciência do ocorrido em vídeo no perfil do Instagram da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA).  

A Semcaspi solicitou a apuração dos fatos para a Guarda Civil Municipal de Teresina e está acompanhando juntamente com o Conselho Municipal dos Direitos LGBT, para que seja averiguado a situação e as irregularidades.

A Semcaspi lamenta a situação e está a disposição para quaisquer novos esclarecimentos.

 

Flash Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com

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