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Onda de fake news sobre “massacre” chega  em cidade do Piauí; escola divulga nota

A direção do Colégio Sagrado Coração de Jesus (CSCJ), o Colégio das Irmãs, divulgou uma nota de esclarecimento após uma pichação, no banheiro masculino da unidade no Centro de Teresina, com a palavra "massacre" e a data '23.06.22'  repercurtir nas redes sociais. 


A “mensagem” é vista como “brincadeira de mau gosto” pela direção da escola e estaria relacionada a uma onda de fake news sobre massacre que tem circulado por todo o Brasil por conta de uma tag no aplicativo Tik Tok. 

“Essa prática de fazer pichação e depois divulgar nas redes sociais tem sido comum em várias escolas no país. [...] as evidências levam a crer que tudo não passa de um ato indisciplinar, uma brincadeira de muito mau gosto”, diz trecho da nota divulgada pela direção do Colégio das Irmãs. 

O fato é que a suposta ameaça de atentado circulou em grupos de WhatsApp e deixou pais e alunos assustados.Apesar de levar a pichação como uma “brincadeira de mau gosto”, a direção da escola acionou as autoridades de segurança pública do Piauí para identificar o autor da pichação e tranquilizar os pais e responsáveis dos alunos. 

A escola lamentou que o fato tenha causado preocupação entre o corpo docente e discente da escola e reforçou aos membros da instituição que monitorem os conteúdos acessados por crianças e adolescentes na internet.

“Ficamos muito preocupados em até que ponto essa ‘brincadeira’ pode gerar um estresse entre alunos e pais. Até que ponto é importante divulgar, porque isso acaba dando visibilidade. A escola tem visto como uma brincadeira e não consideramos uma ameaça, tão tal que o aluno usou um marca texto para escrever na parede”, acrescentou o assessoria de comunicação da escola.  

Apesar da "ameaça", as atividades pedagógicas no Colégio das Irmãs seguem normalmente. 

Cidadeverde.com entrou em contato com a Delegacia Geral de Polícia Civil do Piauí, que informou que não vai se manifestar sobre o caso. 

Onda de fake news

Essa onda de fake news a respeito de massacres surgiu nos Estados Unidos em dezembro de 2021. O padrão da “brincadeira” tem seguido o mesmo: o aluno picha em algum lugar da escola, normalmente no banheiro: “Massacre dia X”. A maioria tira foto, apaga a frase e depois publica nas redes sociais. A mensagem provoca um clima de apreensão entre pais e a direção da instituição. 

No Brasil, o caso que mais deixou pais aflitos ocorreu em uma escola estadual em Linhares, no Espírito Santo. Onde dois adolescentes postaram a ameaça em grupo do WhatsApp e um deles publicou uma foto de um revólver. 

Órgãos de segurança pública afirmam que um dos maiores problemas desse tipo de fake news é a necessidade de deslocamento de grande aparato policial para investigação, além do terror provocado na comunidade, o que tira as forças policiais de outras ações. 

Em dezembro, muitas escolas cancelaram suas aulas após ameaças. O TikTok chegou a divulgar uma nota afirmando que trabalha para identificar fake news e mensagens ofensivas.

 

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Grupo Ramos

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