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A morte de Valdir Segato, conhecido na internet como o “Hulk brasileiro”, devido ao grande volume de algumas partes do seu corpo, chamou a atenção da comunidade fitness, na última terça-feira (26/07). Apesar da causa não ter sido oficialmente confirmada, por ter o físico visivelmente desproporcional, ele era apontado como um usuário de Synthol, um óleo mineral que costuma ser injetado nos músculos para deixá-los maiores e inchados. As informações são do Sportlife.



Muitas vezes, indivíduos que utilizam o Synthol ou ADE (substância veterinária com função semelhante), acabam sendo rotulados equivocadamente como fisiculturistas. No entanto, atletas da modalidade, profissionais e amadores, condenam o uso desse artifício, que tende a ser imensamente perigoso para a saúde.


Durante a transmissão de um Ironberg Podcast, com a participação dos fisiculturistas profissionais, Renato Cariani e Júlio Balestrin; e do médico do esporte e ortopedista, Dr. Paulo Muzy, o assunto acabou sendo comentado. Isso porque, na ocasião, um outro usuário de Synthol pediu ajuda para remover a substância do corpo.


“Você tem uma incompreensão do que é o fisiculturismo. Provavelmente ele olhava para um sujeito musculoso e pensava ‘isso é um cara grande’. E na verdade, isso que você está vendo [físico deformado por aplicação de óleo] é a interpretação dele quando ele via um Ronnie Coleman, ou um Jay Cutler [fisiculturistas icônicos]. Muitas escolhas são tomadas nessa área do fitness por uma falta de compreensão do que é ser atleta”, comentou o Dr. Muzy durante o podcast.


“Ele já foi levado na TV como se fosse um personagem de circo. Eles foram para explorar a anomalia dele e ele entrou na TV como fisiculturista. Várias vezes. Não só ele como outras pessoas que sofrem do mesmo problema que ele”, completou Cariani.


O que é o Synthol


Como vimos, o uso de Synthol e outros tipos de óleos para aumentar o volume muscular é condenado por atletas de fisiculturismo. Além de deformidades estéticas, a prática também pode provocar inúmeros problemas graves para a saúde de quem aplica esse tipo de substância no organismo.


De acordo com a Dra. Gabriela Iervolino, médica endocrinologista titulada pela SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), o Synthol é um composto formado por três substâncias: óleo mineral, álcool para diluir esse óleo e lidocaína, um anestésico para reduzir a dor durante a aplicação.


O composto, segundo a médica, penetra nas fibras musculares e provoca uma espécie de inflamação permanente, que gera o aumento de volume na região da aplicação. Ou seja, é um falso ganho de massa muscular. O organismo não consegue remover o Synthol do corpo e isso se torna muito perigoso para a saúde, podendo levar, inclusive, à morte.


“Quando você aplica um óleo dentro do músculo, é necessário lembrar que esse músculo é irrigado por vasos sanguíneos. Então, caso você acabe aplicando um pouco do óleo no sangue, ele vai percorrer os vasos e pode causar, por exemplo, um AVC (Acidente Vascular Cerebral), ou uma embolia pulmonar”, explica a endocrinologista.


“Você também perde a força desse músculo, porque ao colocar uma substância no meio das fibras, elas não vão conseguir permanecer juntas e vão perder função. Aquele local, por conta do óleo, pode sofrer uma necrose, um abscesso, dor e deformação muscular”, completa a Dra. Iervolino.


O único tratamento para reduzir os danos causados pelo Synthol é a cirurgia. Onde a substância, ou boa parte dela, será retirada do corpo através de uma incisão. No entanto, a probabilidade de que partes do músculo também sejam removidas no processo é alta. Portanto, o uso de qualquer tipo de óleo com o objetivo de aumentar o volume muscular deve ser completamente desincentivado.

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Grupo Ramos

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