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Veterinária e Professora do Centro Estadual de Educação Profissional Rural Frei José Apicella, em Guadalupe (PI), Tailândia Sá.

Coordenadora de eixo dos cursos de zootecnia, agropecuária, meio ambiente e aquicultura.

 


Meu sonho de infância era ser médica veterinária, por amar os animais, e também ser professora. Eu consegui unir os dois. E o melhor de tudo é que consegui fazer isso justamente no meu município, em Guadalupe. 

Guadalupe tem um potencial gigantesco para o agronegócio, tanto na parte de grãos, quanto na fruticultura e na criação de animais, mais voltada à piscicultura e para ovinos e caprinocultura. Mas tudo ainda é feito de uma forma muito familiar.

Eu sou de família carente e não tive a oportunidade que os alunos têm hoje em dia. Não tive a oportunidade de fazer um curso técnico aqui. Tive que sair, deixar a minha família, a minha realidade, e ir atrás da minha formação. Então, para mim, é bastante gratificante ter a oportunidade de trabalhar aqui em ensinar aos jovens da cidade.

“A gente está plantando sementinhas nas cabeças dos nossos alunos.” 

É muito gratificante que a gente possa ser espelho para eles. Eles podem desenvolver na prática o que a gente faz em sala de aula, o que a gente explica, o que a gente ensina. 

 “Eu sempre falo para os alunos que tirar uma nota boa é importante, mas a gente trabalha na meta de resolução de problemas.” 

Eles vão para a casa, levam o que aprenderam, desenvolvem estudos de caso e retornam. Na escola a gente analisa como atuaram, dá um retorno e eles conseguem melhorar: salvar um animal, aumentar a produção.  

Todo mês a gente faz uma reunião em que tenta adaptar a realidade do aluno à sala de aula.   

“O aluno é o protagonista do ensino.”

Os alunos que a gente recebe para o curso de agropecuária e zootecnia passam por uma seleção. Conversamos com a família, fazemos uma visita para avaliar o perfil dele, se realmente se encaixa no curso. Se o candidato tem esse perfil, vem para a escola trabalhar o conteúdo em sala de aula durante 15 dias de forma bastante intensa. 

Depois desses 15 dias, retornam para a casa deles, onde irão desenvolver o que aprenderam em sala de aula. O aprendizado é vivenciado com a família e a comunidade. Depois voltam à escola para apresentar o que aplicaram na prática.

A intenção é que os alunos consigam unir teoria e prática para melhorar a vida deles, da sociedade, da comunidade em que estão inseridos.

Os alunos conseguem impactar de forma positiva a comunidade deles. A gente faz reuniões em que vemos que as pessoas trabalham de maneira empírica, sem conhecimento sobre a realidade. E então os alunos aprendem e sabem explicar o que acontece e por que aquilo é feito de determinada forma.

Um exemplo dessa formação é que a nossa região tem um problema em relação aos maus tratos aos animais. As práticas de vaquejada são muito comuns no Nordeste. Os alunos trabalham para tentar melhorar o cuidado com os animais, saem daqui sabendo até as questões jurídicas, sobre o que não se pode fazer com os animais. Então, eles explicam à comunidade que não se pode maltratar o animal, não se pode provocar dor nele. 

“A gente procura formar técnicos que sejam o mais humanos possível.”

A nossa escola também procura sempre trabalhar no viés do que está sendo mais produzido na região. Aqui há uma forte tradição de ovinos e caprinos, mas ainda há poucas opções de comercialização. Fizemos um estudo de mercado em quatro municípios e vimos a dificuldade em agregar valor a esses produtos, só se vendia os cortes de carnes. Agora a nossa escola tem um laboratório de agroindústria onde passamos a desenvolver embutidos dessas carnes. Produzimos linguiças, hambúrguer, kaftas. É uma forma de os alunos aprenderem em sala de aula, e que permite mostrar para a sociedade que a gente tem diversas possibilidades e valorizar a produção local. Isso também é uma forma de aumentar o espírito empreendedor dos nossos alunos.

(Depoimento à equipe do Itaú Educação e Trabalho em agosto de 2022)

O Itaú Educação e Trabalho estabelece parcerias com as secretarias estaduais de Educação, oferecendo apoio técnico para viabilizar e aprimorar a oferta da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e a inserção digna no mundo do trabalho. A CEEPRU Frei José Apicella, em Guadalupe (PI), é uma das escolas que oferecem EPT no Piauí.


Fonte: ITAÚ

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